Estudo americano comprova a eficácia da educação híbrida - online e presencial

Já sabemos que educação online é um mercado que cresce rapidamente, no mundo todo.  Nos Estados Unidos, no ano letivo de 2007-2008, mais de 1 milhão de alunos do Ensino Básico fizeram algum curso online.  Estudos anteriores demonstraram que a grande vantagem de cursos online e à distância era a redução de custos e a possibilidade de alcançar locais onde a educação não chega.  No entanto, pesquisas mais recentes, como a do Departamento de Educação Americano, http://www.ed.gov/rschstat/eval/tech/evidence-based-practices/finalreport.pdf, já comprovam que a educação online, utilizando diversas novas ferramentas de web 2.0, que incluem colaboração e personalização do ensino, melhoram sim o desempenho acadêmico dos alunos.  A educação híbrida, combinando o aspecto presencial da sala de aula tradicional com a utilização de uma plataforma online tem um impacto ainda maior no resultado acadêmico. 

A ezLearn age exatamente em cima dessas premissas e estudos importantes já estão comprovando a eficácia do ensino online, principalmente o híbrido, com impactos positivos na qualidade do ensino.  Por isso, o meuInglês pode ser utilizado como curso completo de inglês, especialmente para quem já está mais avançado, ou como complemento ao ensino tradicional de inglês, num formato híbrido.  Temos usuários do meuInglês que fazem inglês em cursos presenciais e usam a nossa plataforma como complemento, para ir além da sala de aula, e interagir com uma nova comunidade de alunos de inglês espalhados pelo Brasil todo.  Apostamos nesse modelo de interação e mobilidade no ensino.

Tecnologia e educação

A tecnologia vai transformar a educação.  Essa foi a conclusão de John Chubb e Terry Moe num fórum recente do Education Next.  A tecnologia é capaz de trazer currículos escolares inovadores, melhores práticas de ensino e aprendizagem, e calendários de aula customizados que facilitam o aprendizado e se adéquam à realidade da vida do jovem de hoje.  Além disso, com a tecnologia os alunos podem ter mais interação uns com os outros, pais podem estar mais envolvidos com o processo de aprendizagem dos filhos, e sistemas de controle de dados podem ajudar a monitorar o desempenho acadêmico de cada aluno.   Parece um sistema caro, mas acaba sendo muito mais barato tanto para a escola quanto para o governo.  

 

O número de alunos estudando em escolas virtuais vem crescendo rapidamente, especialmente nos Estados Unidos.  Essas escolas podem oferecer cursos que não são facilmente encontrados, como Mandarim, para os alunos que desejarem avançar nos estudos. 

 

O papel do professor também muda, virando muito mais um facilitador no processo de aprendizagem do aluno.  A tecnologia customiza o aprendizado para cada aluno individualmente, e o professor está lá para guiar esse processo.   

 

É um mundo novo para a educação.

 

Vale a pena ler todo o artigo em http://www.hoover.org/publications/ednext/34686764.html

Palestra do Bill Gates no TED sobre educação

O Bill Gates fez uma palestra essa semana no TED que me fez refletir e começar este blog, que tratará de assuntos ligados à inovação, tecnologia e principalmente reforma educacional.  http://www.ted.com/index.php/talks/bill_gates_unplugged.html  Vamos direto ao ponto. 

Eu sou fã das escolas charter (charter schools) nos Estados Unidos.  Um dos melhores exemplos desse tipo de escola é uma rede chamada KIPP (Knoweldge is Power Program).  www.kipp.org Agora com 66 escolas espalhadas por vários estados, os fundadores Mike Feinberg e Dave Levin provaram que era possível melhorar espantosamente o desempenho acadêmico de alunos em comunidades de baixa renda.  A fundação do Bill Gates apoia financeiramente estas escolas e quer ver o modelo ser replicado ainda mais rapidamente. 

No entanto, existe uma grande dificuldade para escalar o modelo.  E o Sr. Gates fala muito bem sobre o assunto - como fazer excelentes professores?  A educação de qualidade começa com excelentes professores.  Mas como a Fundação Gates comprovou, nem sempre os melhores professores são aqueles com mestrado.  Os professores excelentes são os que dão as melhores aulas, que têm uma conexão com os alunos, e que não ficam somente na teoria. 

O Brasil tem o mesmo problema.  Não temos professores excelentes e não temos uma política pública que caminhe para solucionar este problema.  Em vez disso, o governo gasta fortunas em desenvolvimento acadêmico dos professores, mas não vemos o resultado na sala de aula.  Nossa lei também não autoriza o estabelecimento de escolas charter, que são escolas públicas mas administradas de maneira privada.  Por isso, continuamos sem autonomia nas escolas, sem poder remunerar os melhores professores e sem avanço no desempenho acadêmico dos alunos.

Vou continuar sobre o modelo KIPP em outros posts.